Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

As invasões francesas deixaram o nosso país em muito mau estado. Portugal ficou devastado e arruinado, já que os exércitos invasores praticaram roubos, destruíram casas e ruas e deixaram as actividades económicas (agricultura, indústria e comércio) praticamente paralisadas.

 

Para além disto, a população portuguesa estava também descontente porque:

 

Ø  Os portos brasileiros deixaram de ser exclusivos de Portugal e abriram as portas ao comércio com outros países.

 

Ø  Em 1815, o Brasil deixou de ser uma colónia portuguesa e foi elevado à categoria de Reino, tornando-se a cidade do Rio de Janeiro a sua verdadeira capital. (Hoje é Brasília)

 

Ø  A família real e a corte portuguesa continuavam no Brasil (o rei estava fora de Portugal e os ingleses é que estavam a ocupar os principais cargos na governação e no exército em Portugal)

 

Por estes motivos, o descontentamento da população era geral e associado às novas ideias liberais (que defendiam sobretudo, uma maior participação na vida política) gerou-se um clima favorável a conspirações contra a situação em que o país vivia.

 

Em 1817, Gomes Freire de Andrade, liderou uma tentativa para mudar o regime, exigir o regresso do rei e expulsar os ingleses do nosso país. Esta tentativa não foi bem sucedida porque foram descobertos e os seus responsáveis foram presos e condenados à morte.

Em 1817 (no ano seguinte), um grupo de liberais do Porto (constituído por juízes, comerciantes, proprietários e militares) formou uma associação secreta – o Sinédrio – que era liderada por Fernandes Tomás e tinha como objectivo preparar uma revolução.

 

 

A 24 de Agosto de 1820, aproveitando a ausência de Beresford (general inglês nomeado por D. João VI como marechal do exército português, a quem foram concedidos grandes poderes para acabar com qualquer tipo de conspirações liberais), o Sinédrio fez despoletar (deu início), no Porto, à Revolução Liberal.

Rapidamente, a revolução se estendeu a Lisboa e ao resto do país. Os ingleses foram afastados do governo e os revolucionários criaram um governo provisório (Junta Provisional de Governo do Reino) que, de imediato, tomou medidas para resolver os problemas do reino.

 

As medidas mais importantes tomadas pelo governo provisório da revolução de 1820 são:

Ø  Exigência do regresso do rei D. João VI a Portugal

Ø  Realização de eleições com o objectivo de escolher deputados às Cortes Constituintes, para elaborar uma Constituição (documento que contem as Leis fundamentais de um país).

 

As 1ªs eleições realizadas em Portugal aconteceram em Dezembro de 1822.

Esta Constituição consagrou os princípios da liberdade e de igualdade dos cidadãos perante a lei (fosse qual fosse a sua origem social, acabando-se desta forma com os privilégios do clero e da nobreza) e consagrou a divisão do poder em três poderes.

 

D. João VI, com medo de ser afastado do trono pelas Cortes, voltou a Portugal em 1821 e em 1822 jurou (aceitou) a Constituição Portuguesa. Desta forma, Portugal passou de uma monarquia absoluta para uma monarquia liberal (ou constitucional).

 



1ª Invasão francesa: JUNOT, 1807


 

Com a primeira invasão francesa, em 1807, a família real foi viver para o Brasil para evitar dessa forma a perda da independência de Portugal.

As tropas napoleónicas deixaram no nosso país um rasto de destruição, mataram muitas pessoas, incendiaram casas, devastaram culturas e Junot (o comandante francês que liderou a 1ª invasão) dissolveu a Junta de Regência e passou a governar Portugal em nome de Napoleão.

A população portuguesa, muito desagradada com isto, reagiu contra o invasor, organizando em vários pontos do país, movimentos de resistência popular, mas foi precisa a ajuda de Inglaterra também.

Em 1808 (um ano mais tarde) um exército inglês, liderado por Arthur Wellesley, desembarcou perto da Figueira da Foz e, juntando-se ao exército português, venceu os franceses nas Batalhas de Roliça e de Vimeiro, o que levou Junot a pedir a paz e a assinar a Convenção de Sintra, retirando-se de Portugal.

 

(Junta de Regência: era o órgão que, em caso de ausência do rei, assumia o encargo de governar.)

 

2ª Invasão francesa: SOULT, 1809


 

Napoleão não desistiu de conquistar Portugal e então, ainda em Março de 1809 (no ano seguinte à retirada de Junot), o marechal Soult entrou em Portugal pelo Norte do país e dirigiu-se à cidade do Porto onde ocorreu o famoso desastre da ponte das barcas e o exército francês se afogou no Rio Douro. Também ele se retirou para a Espanha.

 

 

 

3ª Invasão francesa: MASSENA, 1810


 

No ano seguinte, em Julho de 1810, o general Massena e o seu exército, entrou em Portugal por Almeida, na Beira Alta e dirigiram-se para Lisboa onde foram derrotados na Batalha do Buçaco.

Continuaram, contudo a avançar em direcção ao centro da capital, mas foram detidos nas Linhas de Torres, que eram constituídas por um conjunto de fortificações que os ingleses nos tinham ajudado a construir.

Vencidos, os franceses foram obrigados a retirar-se definitivamente de Portugal, em Março de 1811.

 




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