Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

O primeiro período liberal (de 1820 a 1823) não foi suficiente para realizar as reformas que os portugueses desejavam. Apesar de medidas importantes, como a Constituição de 1822, por exemplo, não foi possível põe de acordo todos os grupos sociais e profissionais.

Conforme os seus interesses, a população portuguesa dividiu-se em dois grupos:

 

§  Os liberais, que defendiam a monarquia liberal ou constitucional (comerciantes, proprietários, juízes, médicos, advogados)

§  Os absolutistas, que defendiam a monarquia absoluta (membros da nobreza e do clero, que eram apoiados pela rainha D. Carlota e pelo seu filho D. Miguel)

 

 

Entre 1823 e 1834, estes grupos foram alternando no poder, não permitindo a estabilidade necessária a grandes reformas. Houve, no entanto, acontecimentos que marcaram esta fase:

 

§  Entre 1823 e 1826, depois do golpe da Vilafrancada, há um período absolutista marcado por perseguições políticas.

 

§  Em 1826, depois da morte de D. João VI, devia suceder-lhe D. Pedro que preferiu ser imperador do Brasil e abdicar do trono a favor da sua filha, D. Maria da Glória e substituiu a Constituição de 1822 por uma Carta Constitucional.

 

§  Em 1828, D. Miguel põe em causa o poder liberal e faz-se aclamar rei absoluto, retomando as perseguições aos liberais que emigram em grande número.

 

§  Em 1831, D. Pedro abandona o Brasil, vai para os Açores (Ilha Terceira) e conseguindo apoio estrangeiro decide-se a pôr em causa o poder do irmão.

 

§  Em 1832 desembarcam as tropas liberais entre Pampelido e Mindelo (perto do Porto), iniciando-se assim uma guerra civil que durou dois anos, tendo as tropas de D. Miguel sido derrotadas nas Batalhas de Almoster e Asseisseira. A Vitória liberal ficou consagrada na Convenção de Évoramonte (em 1834). D. Miguel é derrotado e vai para o exílio.

Esta vitória liberal vai finalmente permitir a estabilidade para se fazerem grandes reformas (económicas, sócias, educativas e jurídicas) e tornar Portugal um país mais moderno. D. Pedro já não assiste às mudanças porque morre em 1834, ficando a sua filha no trono com o título de D. Maria II.

 



estudado por nº 8 às 23:37

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