Sábado, 07 de Fevereiro de 2009

Junot

 

 

  

 Soult                                                                 Massena

 

 



estudado por nº 8 às 00:43
Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

O primeiro período liberal (de 1820 a 1823) não foi suficiente para realizar as reformas que os portugueses desejavam. Apesar de medidas importantes, como a Constituição de 1822, por exemplo, não foi possível põe de acordo todos os grupos sociais e profissionais.

Conforme os seus interesses, a população portuguesa dividiu-se em dois grupos:

 

§  Os liberais, que defendiam a monarquia liberal ou constitucional (comerciantes, proprietários, juízes, médicos, advogados)

§  Os absolutistas, que defendiam a monarquia absoluta (membros da nobreza e do clero, que eram apoiados pela rainha D. Carlota e pelo seu filho D. Miguel)

 

 

Entre 1823 e 1834, estes grupos foram alternando no poder, não permitindo a estabilidade necessária a grandes reformas. Houve, no entanto, acontecimentos que marcaram esta fase:

 

§  Entre 1823 e 1826, depois do golpe da Vilafrancada, há um período absolutista marcado por perseguições políticas.

 

§  Em 1826, depois da morte de D. João VI, devia suceder-lhe D. Pedro que preferiu ser imperador do Brasil e abdicar do trono a favor da sua filha, D. Maria da Glória e substituiu a Constituição de 1822 por uma Carta Constitucional.

 

§  Em 1828, D. Miguel põe em causa o poder liberal e faz-se aclamar rei absoluto, retomando as perseguições aos liberais que emigram em grande número.

 

§  Em 1831, D. Pedro abandona o Brasil, vai para os Açores (Ilha Terceira) e conseguindo apoio estrangeiro decide-se a pôr em causa o poder do irmão.

 

§  Em 1832 desembarcam as tropas liberais entre Pampelido e Mindelo (perto do Porto), iniciando-se assim uma guerra civil que durou dois anos, tendo as tropas de D. Miguel sido derrotadas nas Batalhas de Almoster e Asseisseira. A Vitória liberal ficou consagrada na Convenção de Évoramonte (em 1834). D. Miguel é derrotado e vai para o exílio.

Esta vitória liberal vai finalmente permitir a estabilidade para se fazerem grandes reformas (económicas, sócias, educativas e jurídicas) e tornar Portugal um país mais moderno. D. Pedro já não assiste às mudanças porque morre em 1834, ficando a sua filha no trono com o título de D. Maria II.

 



estudado por nº 8 às 23:37
Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

A estadia do rei D. João VI no Brasil, durante as invasões napoleónicas, a abertura dos portos brasileiros ao comércio com outros países e a elevação do Brasil a reino foram passos importantes no caminho da sua independência.

As mudanças em Portugal, com a Constituição e a importância do direito dos “povos poderem escolher a sua forma governo” (ideais liberais) fez com que Portugal não pudesse impedir a independência do Brasil, ainda que esse país fosse uma enorme fonte de riqueza para nós.

 

D. Pedro, filho de D. João VI tinha ficado no Brasil e aceitou liderar a Independência.

Os brasileiros, sobretudo a burguesia, sentem que têm condições económicas para viver sem Portugal.

Os países liberais americanos e europeus, pressionam Portugal a aceitar a independência.

 

A 1 de Dezembro, D. Pedro foi coroado imperador do Brasil, com o título de Pedro I.

A 7 de Setembro de 1822 o Brasil declara-se independente e inicia o processo de reconhecimento político a nível mundial. Portugal, teimosamente resistindo, foi um dos últimos países a aceitar essa separação, aceitando esse facto somente em 1825 (passados 3 anos).

 

 



estudado por nº 8 às 23:34
Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

As invasões francesas deixaram o nosso país em muito mau estado. Portugal ficou devastado e arruinado, já que os exércitos invasores praticaram roubos, destruíram casas e ruas e deixaram as actividades económicas (agricultura, indústria e comércio) praticamente paralisadas.

 

Para além disto, a população portuguesa estava também descontente porque:

 

Ø  Os portos brasileiros deixaram de ser exclusivos de Portugal e abriram as portas ao comércio com outros países.

 

Ø  Em 1815, o Brasil deixou de ser uma colónia portuguesa e foi elevado à categoria de Reino, tornando-se a cidade do Rio de Janeiro a sua verdadeira capital. (Hoje é Brasília)

 

Ø  A família real e a corte portuguesa continuavam no Brasil (o rei estava fora de Portugal e os ingleses é que estavam a ocupar os principais cargos na governação e no exército em Portugal)

 

Por estes motivos, o descontentamento da população era geral e associado às novas ideias liberais (que defendiam sobretudo, uma maior participação na vida política) gerou-se um clima favorável a conspirações contra a situação em que o país vivia.

 

Em 1817, Gomes Freire de Andrade, liderou uma tentativa para mudar o regime, exigir o regresso do rei e expulsar os ingleses do nosso país. Esta tentativa não foi bem sucedida porque foram descobertos e os seus responsáveis foram presos e condenados à morte.

Em 1817 (no ano seguinte), um grupo de liberais do Porto (constituído por juízes, comerciantes, proprietários e militares) formou uma associação secreta – o Sinédrio – que era liderada por Fernandes Tomás e tinha como objectivo preparar uma revolução.

 

 

A 24 de Agosto de 1820, aproveitando a ausência de Beresford (general inglês nomeado por D. João VI como marechal do exército português, a quem foram concedidos grandes poderes para acabar com qualquer tipo de conspirações liberais), o Sinédrio fez despoletar (deu início), no Porto, à Revolução Liberal.

Rapidamente, a revolução se estendeu a Lisboa e ao resto do país. Os ingleses foram afastados do governo e os revolucionários criaram um governo provisório (Junta Provisional de Governo do Reino) que, de imediato, tomou medidas para resolver os problemas do reino.

 

As medidas mais importantes tomadas pelo governo provisório da revolução de 1820 são:

Ø  Exigência do regresso do rei D. João VI a Portugal

Ø  Realização de eleições com o objectivo de escolher deputados às Cortes Constituintes, para elaborar uma Constituição (documento que contem as Leis fundamentais de um país).

 

As 1ªs eleições realizadas em Portugal aconteceram em Dezembro de 1822.

Esta Constituição consagrou os princípios da liberdade e de igualdade dos cidadãos perante a lei (fosse qual fosse a sua origem social, acabando-se desta forma com os privilégios do clero e da nobreza) e consagrou a divisão do poder em três poderes.

 

D. João VI, com medo de ser afastado do trono pelas Cortes, voltou a Portugal em 1821 e em 1822 jurou (aceitou) a Constituição Portuguesa. Desta forma, Portugal passou de uma monarquia absoluta para uma monarquia liberal (ou constitucional).

 



Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

1ª Invasão francesa: JUNOT, 1807


 

Com a primeira invasão francesa, em 1807, a família real foi viver para o Brasil para evitar dessa forma a perda da independência de Portugal.

As tropas napoleónicas deixaram no nosso país um rasto de destruição, mataram muitas pessoas, incendiaram casas, devastaram culturas e Junot (o comandante francês que liderou a 1ª invasão) dissolveu a Junta de Regência e passou a governar Portugal em nome de Napoleão.

A população portuguesa, muito desagradada com isto, reagiu contra o invasor, organizando em vários pontos do país, movimentos de resistência popular, mas foi precisa a ajuda de Inglaterra também.

Em 1808 (um ano mais tarde) um exército inglês, liderado por Arthur Wellesley, desembarcou perto da Figueira da Foz e, juntando-se ao exército português, venceu os franceses nas Batalhas de Roliça e de Vimeiro, o que levou Junot a pedir a paz e a assinar a Convenção de Sintra, retirando-se de Portugal.

 

(Junta de Regência: era o órgão que, em caso de ausência do rei, assumia o encargo de governar.)

 

2ª Invasão francesa: SOULT, 1809


 

Napoleão não desistiu de conquistar Portugal e então, ainda em Março de 1809 (no ano seguinte à retirada de Junot), o marechal Soult entrou em Portugal pelo Norte do país e dirigiu-se à cidade do Porto onde ocorreu o famoso desastre da ponte das barcas e o exército francês se afogou no Rio Douro. Também ele se retirou para a Espanha.

 

 

 

3ª Invasão francesa: MASSENA, 1810


 

No ano seguinte, em Julho de 1810, o general Massena e o seu exército, entrou em Portugal por Almeida, na Beira Alta e dirigiram-se para Lisboa onde foram derrotados na Batalha do Buçaco.

Continuaram, contudo a avançar em direcção ao centro da capital, mas foram detidos nas Linhas de Torres, que eram constituídas por um conjunto de fortificações que os ingleses nos tinham ajudado a construir.

Vencidos, os franceses foram obrigados a retirar-se definitivamente de Portugal, em Março de 1811.

 



Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

 

Aconteceu na França, em 1789 (séc XVIII), com a tomada da Bastilha, onde o exército de Napoleão Bonaparte prendeu o rei francês Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, ambos membros do clero e da nobreza.

 

A revolução Francesa proclamou novos direitos do homem e do cidadão, baseados nos princípios de igualdade, liberdade, fraternidade e ideais do liberalismo.

 

Liberalismo: teoria política, económica e social que defende a liberdade e a igualdade dos cidadãos perante a lei; a separação dos poderes, e os direitos dos cidadãos.

 

Ideais do liberalismo:

Ø  Igualdade de todos os cidadãos perante a lei.

Ø  Separação dos poderes: do legislativo, do executivo e judicial (que antes pertenciam todos ao rei).

Ø  Participação dos cidadãos na vida política (através de votos)

 

Separação dos poderes:

Ø  Poder legislativo: tem a função de fazer as Leis

Ø  Poder executivo: tem a função de executar as Leis (o Governo)

Ø  Poder judicial: tem a função de fazer cumprir as leis (os Tribunais)

A revolução francesa provocou um clima de agitação e conflito em toda a Europa e também em Portugal, porque os reis absolutos europeus (eram absolutos porque tinham os poderes todos) tinham receio de ficarem destronados e declararam guerra à França.

Napoleão queria dominar a Europa e ocupou muitos países. A Inglaterra opôs-se a esta ambição e como Napoleão não conseguia vencer a Inglaterra só pela força das armas decretou o Bloqueio Continental e exigiu aos países europeus que fechassem os seus portos aos navios ingleses, impedindo assim o comércio inglês.

Com esta medida, Napoleão pretendia desencadear uma grave crise económica na Inglaterra, através da asfixia do seu comércio.

 

Portugal não aceitou estas exigências porque, para além de ser amigo de Inglaterra, o nosso comércio também dependia das trocas efectuadas com Inglaterra.

Por não se unir a Napoleão no Bloqueio Continental, Portugal teve de suportar as consequências, que foram:

 

Ø  Invasões dos exércitos franceses.

Ø  A família real portuguesa e a Corte fugiram para o Brasil.

Ø  Tivemos de pedir ajuda a Inglaterra.

Ø A opinião pública dos portugueses dividiu-se acerca deste acontecimento.

 

 

Invasões da França a Portugal, por não termos aderido ao Bloqueio contra a Inglaterra:

 

·         A 1ª foi em Outubro de 1807, comandada por Junot

·         A 2ª foi em 1809, comandada por Soult

·         A 3ª foi em 1810, comandada por Massena

 



estudado por nº 8 às 23:16
Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2009

As razões que estão na origem da crise do séc. XIV (1383-1385) são de origem económica e social e de origem política.

 

- As de origem económico-social são: os maus anos da agricultura, a fome e as doenças (a peste negra) – porque havia queda na produção de alimentos agrícolas, havia falta de mão-de-obra para trabalhar nos campos, pois muitos tinham morrido com a peste negra e nas guerras com Castela.

 

- As de origem política – foi a morte de D. Fernando que provocou uma crise de sucessão ao trono, porque a sua única filha e herdeira, D. Beatriz iria casar-se com um rei de Castela e se tivesse filhos seriam espanhóis e seriam eles a suceder ao trono, o que punha em causa a independência de Portugal. A D. Beatriz era apoiada pelo clero e pela nobreza.

O Mestre de Avis era apoiado pelo povo e por uma pequenina parte do clero e da nobreza.

O povo teve um papel muito importante na defesa de Portugal quando o rei de Castela decidiu invadir o nosso país.

Como o povo apoiou o Mestre de Avis com alimentos e dinheiro, foi recompensado com títulos de “Dom”, “Dona” e foi-lhes dado algumas terras, nascendo assim uma nova classe social de novos-ricos. Era a chamada Burguesia, que eram pessoas do povo que adquiriram um novo estatuto.

A nobreza que tinha apoiado a D. Beatriz, fugiu para Castela, perdendo assim os seus bens e privilégios que foram dados à burguesia.

A burguesia passou a ter um papel importante na vida política do país.

 

Mestre de Avis: foi apoiado pelo povo e por uma pequena parte do clero e da nobreza.

D. Beatriz: foi apoiada pelo clero e pela nobreza.

Antes de o Mestre de Avis ter sido aclamado rei nas Cortes de Coimbra ( em 14…), o rei de Castela mandou invadir Portugal várias vezes. Uma delas foi o cerco a Lisboa que durou 5 meses mas as tropas morreram devido à fome e à peste negra.

 Duas das batalhas que foram importantes são: a batalha de ATOLEIROS, no Alentejo e a batalha de Aljubarrota.

Quando o Mestre de Avis foi aclamado rei, o rei de Castela enfureceu-se e mandou invadir novamente Portugal. As tropas portuguesas derrotaram os castelhanos na Batalha de Aljubarrota (perto de Leiria).  O exército português foi comandado por D. Nuno Álvares Pereira e pelo rei (D. João I, Mestre de Avis).

Na batalha de Aljubarrota foi utilizada a táctica do quadrado. Para comemorar esta vitória, D. João I mandou construir o Mosteiro da Batalha.

 

Referir a importância das Cortes de Coimbra e do papel aí desempenhado pelo Doutor João das Regras para a legitimação de um novo rei.

 

O Doutor João das Regras provou nas cortes de Coimbra que quem tinha direito ao trono era o Mestre de Avis, porque foi ele quem mais lutou pela independência de Portugal.

 

Nomeia a nova dinastia iniciada com este rei.

A dinastia iniciada com este rei foi a dinastia de Avis.

 

Para ficarmos protegidos contra as invasões dos castelhanos, D. João I fez um tratado de amizade com a Inglaterra, no qual os dois países prometeram ajudar-se mutuamente (um ao outro).

Para reforçar esse tratado, D. João I casou com D. Filipa de Lencastre (filha do duque inglês de Lencastre), iniciando-se assim a dinastia de Avis.

Tiveram __filhos, os infantes D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique….





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